terça-feira, 5 de abril de 2011

A voz daquele que olha o vazio do horizonte



A mente cria... os desejos modelam toda uma emoção,
O corpo sente a alma esfriando... uma alma esfriando... uma alma se esquirvando...
Os olhos querem ver o que o coração pede para não ver...
Mas o coração nem sabe dizer por si mesmo... a razão que me resta briga pela oportunidade...
Mas coração cego de emoção pulsa um sangue que corre sem rumo...
Acha que encontra uma saída, mas se perde em outra dúvida.

Até mesmo o sangue que corre no corpo, corre perdido.
Palavras se ajoelham aos pensamentos,
que se prendem cada vez mais, param, se calam...
Mas restou o olhar, também perdido, mirando o horizonte que esqueceu de me levar.

Queria ter a certeza das aves que voam no céu laranja do fim de tarde,
seguir o rastro dos barcos que velejam com o soprar do vento,
ouvir a canção do mar mais uma vez...
Partir rumo ao infinito do que está a minha frente...

Queria, antes, apenas dizer algumas palavras... Então poderia partir...
Partir de uma forma que nem as lembranças guardadas levem-nos a um mesmo lugar...
E queria, também, ouvir algumas palavras...
Mas que a voz que sopra no ouvido seja tragada pelas ondas do mar,
quando chegar a hora certa de lançar...

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