A futilidade do mundo extinguiu a crença da possibilidade da existência de um Bom Homem. Ninguem mais acredita em boas intenções.
A confiança é superficial demais.
Os sorrisos são duvidosos.
Os olhares estão desconfiados demais.
Os abraços cada dia mais cautelosos.
Os passos tão tortuosos.
Os erros encontraram justificativas acreditando na ingenuidade do perdão.
O Bom Homem não precisa temer a prisão, pois ele é justo, firme e convicto nas suas decisões.
Mas o Bom Homem precisa de acalento, pois como qualquer outro homem, ele carece de amor e carinho.
O Bom Homem não tem vergonha de chorar nem de estender as mãos buscando ajuda ou algum apoio.
O Bom Homem não esconde o que sente, mas sabe calar-se quando se e necessario.
O Bom Homem como qualquer outro homem também sente medo.
E principamente, o Bom Homem também é sucetível a erros, pois ele sabe que é errar é humano. No primeiro erro ele procura a correção, o perdão e procura redimir-se, pois ele sabe que não existe o termo "errar pela segunda vez". A segunda vez não é erro, e sim uma opção.
O Bom Homem deve servir de exemplo aos demais homens. Deve ser o modelo, a meta, a aproximação da perfeição. O Bom Homem é protegido pela fé. Ele usa a fé como sua espada e escudo. A fé o torna irredutível. A fé que possui é o combustível que lhe move. É a fé que lhe faz levantar-se da escuridão que o persegue.
O Bom Homem enxerga a luz na mais temida escuridão. Ele acredita que há uma saída no caminho de trevas. O Bom Homem vê a bondade no mais perturbado coração. O Bom Homem acredita na cura da loucura dos homens.
Nenhum comentário:
Postar um comentário